RELEASE PARA IMPRENSA
VERSA + LEO LAGUE
DEVICES FOR CONNECTION
Milano Design Week 2026
Devices for Connection
Devices for Connection é o conceito explorado pelo designer Leo Lague e pela Versa, plataforma criativa, em colaboração para a Milan Design Week 2026. O projeto acontecerá entre os dias 20 e 26 de abril dentro do circuito de Alcova, na Chiesa di San Martino, aberta pela primeira vez ao grande público para a instalação. Partindo de um diálogo contínuo entre matéria e espiritualidade, luz, som e forma operam em conjunto, deslocando a maneira como o espaço é experimentado.
“Ao conversarmos sobre os espaços para esse ano, nos deparamos com a Igreja de San Martino, que se conecta diretamente com nossa pesquisa contínua sobre expansão de consciência e modos de espiritualidade contemporânea, e também com o trabalho do Leo.” conta Gabriel Brugnara, diretor criativo e fundador da VERSA.
“A instalação na igreja é resultado de uma colaboração contínua entre o meu trabalho, o da VERSA e o de Alcova. É o terceiro ano consecutivo que pensamos momentos imersivos juntos, e, nesse ano, se materializou no espaço da Igreja de San Martino, até hoje inédita para o grande público.” comenta Leo Lague.
Leo Lague apresenta um novo corpo de obras desenvolvidas ao longo de dois anos de investigação, em colaboração com pesquisadores, comunidades e artesãos brasileiros. Materiais como seda primitiva, látex natural, folha de ouro e alumínio são deslocados de seus usos habituais, atuando como superfícies sensíveis — respondendo à luz, à temperatura e à proximidade. No conjunto, emerge uma espécie de cosmologia material, onde cada elemento parece operar dentro de um sistema maior, aludindo ao cosmos.
A instalação em Milão marca o início de um novo ciclo de projetos da VERSA, estruturado em torno da criação de espaços de presença, conexão e expansão da consciência. Ao longo de 2026, essa investigação se desdobra em um calendário de ativações que consolida uma prática voltada à cura criativa. Neste contexto, a VERSA apresenta pela primeira vez no cenário internacional o selo VERSA Vision, uma plataforma de colaborações autorais que une diferentes linguagens e sensibilidades. Pensadas de forma 360, experiências passam a ser dispositivos — físicos, editoriais e sensoriais. Um deles é o Almanac, primeira publicação da VERSA, também lançada no contexto da instalação. Concebido como um objeto colecionável, o projeto reúne criativos da vanguarda global e articula reflexões sobre criatividade e expansão da consciência.

Image: T-space Studio
É nesse intervalo — entre forma e instabilidade, entre matéria e percepção — que emerge uma aproximação com aquilo que se entende como sagrado. Não como representação ou símbolo, mas como experiência direta: um estado de presença que se constrói a partir da relação sensível com o espaço, os materiais e o próprio corpo.
O espaço atua como extensão desse pensamento. A escolha da igreja como locação é deliberada como um lugar de encontro, reflexão e contemplação. O desenho expográfico convoca um redirecionamento da atenção do visitante para dentro do espaço e de si, provocando tanto encontro quanto introspecção. Um plano de LED no centro do espaço emite uma luz pulsante que estabelece ritmo e modulação. Ancorada na lógica do respiro, a tela instaura uma estrutura temporal e convida o corpo a se integrar ao espaço. No conjunto, a trilha sonora contínua estabelece a frequência base que organiza a experiência.
Sobre o Espaço
A igreja é parte do complexo do antigo Hospital Militar de Baggio, patrimônio histórico que reúne edificações de diferentes épocas e tipologias, entrelaçando arquitetura e natureza. Considerado o centro do conjunto, o espaço tem fachada neoclássica com interiores em mármore e madeira, além de afrescos nas paredes. Referência espiritual para todos que frequentavam o complexo, o espaço é um ambiente consagrado e ainda em funcionamento, o que tornou o processo de construção da experiência bastante complexo, envolvendo aprovação e trocas entre todas as partes. Com disponibilidade para visitas apenas mediante autorização, será aberto pela primeira vez para o grande público na edição de 2026.


Image: Piergiorgio Sorgetti
Sobre os autores
VERSA e Leo Lague são parceiros de longa data. Colaboram juntos desde 2024, quando apresentaram a instalação Silver Dreams na Casa Masetti de Paulo Mendes da Rocha, em parceria com a Micasa. Junto da plataforma curatorial Alcova também desenvolveram projeto para a Art Basel Miami 2024, e a instalação Time After Time durante a Semana de Design de Milão de 2025. Além disso, desenvolvem em conjunto a marca do designer, assim como projetos para a Casiere, acervo de design global sob a gestão de Leo, situado no sul do Brasil.
versa
A VERSA assina a visão 360 da instalação, pensando de forma integrada conceito, identidade visual, desenho expográfico, conteúdo editorial e colaborações expandidas. Buscando ampliar a reflexão sobre o momento, também assina materiais autorais que recebem o público e oferecem profundidade, explorando espaços de cura criativa.
Sob essa visão surgiu o Almanac, publicação colecionável lançada durante a experiência que explora criatividade e expansão da consciência. Como centro do volume, 21 Perguntas foram enviadas para um grupo curado de criativos da vanguarda global que apresentam no editorial suas perspectivas sobre consciência, criatividade e cultura. Estas perguntas também serão distribuídas em cartas para o público instigando momentos de conexão. O volume estará disponível para consulta em mesas expográficas posicionadas na entrada do evento, podendo também ser adquirido pelo público interessado.
sobre
A VERSA é uma organização híbrida brasileira de arquitetos, curadores e designers, guiada por uma visão interconectada. Como eixo orientador, explora o conceito de places for creative healing, buscando conexões que expandem a consciência e criatividade a partir de experiências, consultorias, publicações e projetos especiais.
A VERSA surgiu em 2019 como um laboratório experimental no underground criativo de São Paulo. Em 2022, expandiu para projetos de marca em todo o Brasil e, em 2024, para o cenário global. Hoje realiza projetos proprietários anuais em São Paulo e durante a Milan Design Week, além de colaborações ao redor do mundo. Seu ateliê recebe colaboradores e clientes e fica no ponto de encontro entre a Mata Atlântica e o oceano, no litoral norte de São Paulo.
A expressão viva do trabalho da VERSA é sua plataforma 360, que reúne design, música, arte e conhecimento em uma experiência editorial multissensorial que reúne a vanguarda criativa brasileira para reflexão, celebração e transformação. Em 2025, aconteceu no Pavilhão da Bienal de São Paulo, reunindo 118 criativos e 11 marcas patrocinadoras, incluindo alguns dos nomes mais influentes do setor.
A colaboração é um dos princípios fundamentais da organização, que acredita no encontro de criativos como chave para criações autênticas e expansivas, frequentemente propondo projetos que se desdobram a partir dessa premissa. Esse é o caso da proposta para Milão em 2026, momento para o qual a VERSA assina também a curadoria de colaborações expandidas.
CURADORIA DE COLABORAÇÕES EXPANDIDAS VERSA
Gleeson Paulino
Website
Gleeson Paulino é fotógrafo. A partir de uma jornada por diferentes regiões do país, constrói uma visão sensorial do Brasil como território de diversidade, esperança e anseio, com cores intensas e justaposições refinadas. Muito reconhecido no campo da moda, já assinou colaborações com veículos como Vogue, Elle e Marie Claire. Assina os visuais do telão de led da instalação.
Cauana
Website
Cauana é seletora e produtora musical brasileira. Em suas pesquisas como DJ, traduz uma sensibilidade única em sets que conduzem o ouvinte a experiências profundas e instigantes. Com passagens pelo Dekmantel Amsterdam, é um dos principais nomes de vanguarda da música eletrônica brasileira. Transita com fluidez entre diversas influências sonoras, tornando seu trabalho uma verdadeira incógnita rítmica, sempre surpreendendo com seus caminhos e camadas. Assina a trilha sonora da instalação.
LEO LAGUE
Criado entre as paisagens naturais e a indústria carbonífera no sul do Brasil, seu trabalho em design tensiona os limites entre opostos: tempo e espaço, o artesanal e o industrial, o secular e o sagrado, a realidade e a ficção.
Nos últimos anos, Lague conquistou reconhecimento internacional. A Elle Decor Italia o nomeou como um dos quatro talentos emergentes do design global. Ele apresentou Silver Dreams na Casa Masetti, exibiu seu trabalho na Design Miami 2024 por meio da plataforma Alcova, participou do Pilot Project de Ricardo Gaioso no Fuorisalone 2024 e integrou a lista Forbes Under 30 de 2024.
O novo corpo de trabalho do designer, a ser apresentado pela primeira vez na instalação, investiga materiais orgânicos brasileiros, considerando seus processos produtivos, cadeias de origem e comportamento material ao longo do tempo. A pesquisa parte do entendimento do material não apenas como recurso técnico, mas como portador de sistemas culturais, produtivos e estéticos específicos, muitas vezes marginalizados ou desvalorizados pela lógica industrial contemporânea. Ao articular materiais orgânicos com sistemas formais rigorosos, o trabalho investiga a permanência de saberes ancestrais, práticas artesanais e modos de fazer vinculados ao território, reposicionando-os em um contexto contemporâneo orientado para o futuro.
SOBRE AS NOVAS PEÇAS DE LEO
Armchair | Warmlock

Image: Leo Lague
Construída com uma base geométrica em forma de caixa, feita de alumínio com acabamento fosco. O assento e o encosto contínuos são revestidos por uma textura felpuda de pelos longos, produzida com seda primitiva brasileira em tom bege natural.
A seda é obtida por meio de um processo não industrializado em que os casulos são coletados sem interromper o ciclo de vida do inseto, resultando em fios irregulares e descontínuos. Esse método produz um material que resiste à padronização, variando em densidade, resistência e aparência. No projeto, a seda é aplicada sem tensão rígida, permitindo que suas propriedades físicas — peso, flexibilidade e resposta à gravidade — permaneçam ativas tanto no desenho quanto no conceito.
Stool and Coffee Table | Aeon


Image Credits
Volumes arredondados e contínuos emergem de um núcleo sólido, posteriormente revestidos por camadas de espuma e fibra de vidro e integralmente recobertos por folha de ouro aplicada manualmente.
Entre a densidade e a suspensão, as peças operam em uma ambiguidade constante: parecem leves, mas afirmam seu peso; parecem preciosas, mas recusam o polimento absoluto. Perfeitas em sua imperfeição, elas soam como relíquias forjadas à mão em uma era distante — amuletos silenciosos, suspensos no tempo, habitando o espaço entre o mineral primitivo e o sagrado.
O ouro é aplicado por especialistas em restauração de iconografia religiosa. O desenho reflete sobre a tensão entre valor e materialidade, subvertendo a percepção tradicional do ouro ao alterar sua superfície — desgastando-a, desestabilizando sua perfeição e transformando-a em algo mais bruto e menos familiar.
Chaise | Vestígio

Image: Leo Lague
Definida por extrusões que se organizam em um ritmo contínuo e silencioso, a peça articula uma geometria que parece a materialização de um eco ancestral.
Em vez de superfícies estéreis, ela nasce do acúmulo: camadas sucessivas de massa e veladuras escuras repousam sobre a matéria como poeira sobre um mito. O acabamento não é um véu final, mas a própria memória do gesto — um registro táctil de tempo e repetição. A superfície escurecida, rica em espessuras e variações orgânicas, transforma o cálculo exato da forma em uma aparição. A peça se posiciona como um vestígio adormecido, onde a estrutura lógica e a melancolia de uma fábula antiga se encontram.
Luminária | Vestígio

Image: Leo Lague
Uma luminária de piso vertical com cúpula alongada e elíptica, construída a partir de uma estrutura de aço em grelha, envolvida por uma tapeçaria translúcida de látex em tom amarelo-pálido.
O látex utilizado deriva da seringueira (Hevea brasiliensis) e é extraído manualmente por comunidades da Amazônia através de práticas que preservam tanto a árvore quanto o ecossistema ao redor. A abordagem de Leo se relaciona com esse material a partir da colaboração com comunidades locais, deslocando a narrativa da extração para a reciprocidade. A combinação entre o látex orgânico e a precisão geométrica das estruturas metálicas cria um diálogo entre passado e presente, natureza e intervenção.
Parceiros
DCW éditions
Website
A iluminação da instalação será assinada pela marca francesa DCW Éditions, que se apresenta como produtora de objetos discretos porém essenciais que tocam nosso dia-a-dia e que, portanto, devem ser impecáveis. Em uma disposição simétrica em harmonia com o espaço, 20 luminárias de piso Vision 20.20 farão a ambientação.
“Escolhemos esse modelo pois tem um design muito elegante e discreto, que permite dimerização e focos sutis de luz, totalmente em consonância para o tom que queríamos dar ao projeto” relata Gabriel Brugnara, diretor criativo.
Vyrao
Website
A assinatura olfativa fica por conta da Vyrao, casa britânica que une perfumaria e neurociência. Suas fragrâncias combinam perfumaria, ingredientes naturais e neurociência para influenciar emoções e wellness Fundada por Yasmin Sewell, a marca aposta na alegria como luxo e em rituais multissensoriais (afirmações, design, aroma) para amplificar estados emocionais.
A fragrância escolhida para compor o espaço é Magnetic 70. Amadeirada e despertadora, reúne notas de vetiver para aterramento, cedro para positividade, olíbano para iluminação e semente de angélica para proteção. Feita com ingredientes majoritariamente naturais, é cruelty-free e seus frascos de 50 ml contêm um cristal diamante Herkimer energizado por Louise Mita.
RELEASE PARA IMPRENSA
VERSA + LEO LAGUE
DEVICES FOR CONNECTION
Milano Design Week 2026
Introdução
Sobre o espaço
Sobre os autores
Versa
Leo Lague
Parceiros
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Devices for Connection
Devices for Connection é o conceito explorado pelo designer Leo Lague e pela Versa, plataforma criativa, em colaboração para a Milan Design Week 2026. O projeto acontecerá entre os dias 20 e 26 de abril dentro do circuito de Alcova, na Chiesa di San Martino, aberta pela primeira vez ao grande público para a instalação. Partindo de um diálogo contínuo entre matéria e espiritualidade, luz, som e forma operam em conjunto, deslocando a maneira como o espaço é experimentado.
“Ao conversarmos sobre os espaços para esse ano, nos deparamos com a Igreja de San Martino, que se conecta diretamente com nossa pesquisa contínua sobre expansão de consciência e modos de espiritualidade contemporânea, e também com o trabalho do Leo.” conta Gabriel Brugnara, diretor criativo e fundador da VERSA.
“A instalação na igreja é resultado de uma colaboração contínua entre o meu trabalho, o da VERSA e o de Alcova. É o terceiro ano consecutivo que pensamos momentos imersivos juntos, e, nesse ano, se materializou no espaço da Igreja de San Martino, até hoje inédita para o grande público.” comenta Leo Lague.
Leo Lague apresenta um novo corpo de obras desenvolvidas ao longo de dois anos de investigação, em colaboração com pesquisadores, comunidades e artesãos brasileiros. Materiais como seda primitiva, látex natural, folha de ouro e alumínio são deslocados de seus usos habituais, atuando como superfícies sensíveis — respondendo à luz, à temperatura e à proximidade. No conjunto, emerge uma espécie de cosmologia material, onde cada elemento parece operar dentro de um sistema maior, aludindo ao cosmos.
A instalação em Milão marca o início de um novo ciclo de projetos da VERSA, estruturado em torno da criação de espaços de presença, conexão e expansão da consciência. Ao longo de 2026, essa investigação se desdobra em um calendário de ativações que consolida uma prática voltada à cura criativa. Neste contexto, a VERSA apresenta pela primeira vez no cenário internacional o selo VERSA Vision, uma plataforma de colaborações autorais que une diferentes linguagens e sensibilidades. Pensadas de forma 360, experiências passam a ser dispositivos — físicos, editoriais e sensoriais. Um deles é o Almanac, primeira publicação da VERSA, também lançada no contexto da instalação. Concebido como um objeto colecionável, o projeto reúne criativos da vanguarda global e articula reflexões sobre criatividade e expansão da consciência.

Image: T-space Studio
É nesse intervalo — entre forma e instabilidade, entre matéria e percepção — que emerge uma aproximação com aquilo que se entende como sagrado. Não como representação ou símbolo, mas como experiência direta: um estado de presença que se constrói a partir da relação sensível com o espaço, os materiais e o próprio corpo.
O espaço atua como extensão desse pensamento. A escolha da igreja como locação é deliberada como um lugar de encontro, reflexão e contemplação. O desenho expográfico convoca um redirecionamento da atenção do visitante para dentro do espaço e de si, provocando tanto encontro quanto introspecção. Um plano de LED no centro do espaço emite uma luz pulsante que estabelece ritmo e modulação. Ancorada na lógica do respiro, a tela instaura uma estrutura temporal e convida o corpo a se integrar ao espaço. No conjunto, a trilha sonora contínua estabelece a frequência base que organiza a experiência.
Sobre o Espaço
A igreja é parte do complexo do antigo Hospital Militar de Baggio, patrimônio histórico que reúne edificações de diferentes épocas e tipologias, entrelaçando arquitetura e natureza. Considerado o centro do conjunto, o espaço tem fachada neoclássica com interiores em mármore e madeira, além de afrescos nas paredes. Referência espiritual para todos que frequentavam o complexo, o espaço é um ambiente consagrado e ainda em funcionamento, o que tornou o processo de construção da experiência bastante complexo, envolvendo aprovação e trocas entre todas as partes. Com disponibilidade para visitas apenas mediante autorização, será aberto pela primeira vez para o grande público na edição de 2026.


Image: Piergiorgio Sorgetti
Sobre os autores
VERSA e Leo Lague são parceiros de longa data. Colaboram juntos desde 2024, quando apresentaram a instalação Silver Dreams na Casa Masetti de Paulo Mendes da Rocha, em parceria com a Micasa. Junto da plataforma curatorial Alcova também desenvolveram projeto para a Art Basel Miami 2024, e a instalação Time After Time durante a Semana de Design de Milão de 2025. Além disso, desenvolvem em conjunto a marca do designer, assim como projetos para a Casiere, acervo de design global sob a gestão de Leo, situado no sul do Brasil.
versa
A VERSA assina a visão 360 da instalação, pensando de forma integrada conceito, identidade visual, desenho expográfico, conteúdo editorial e colaborações expandidas. Buscando ampliar a reflexão sobre o momento, também assina materiais autorais que recebem o público e oferecem profundidade, explorando espaços de cura criativa.
Sob essa visão surgiu o Almanac, publicação colecionável lançada durante a experiência que explora criatividade e expansão da consciência. Como centro do volume, 21 Perguntas foram enviadas para um grupo curado de criativos da vanguarda global que apresentam no editorial suas perspectivas sobre consciência, criatividade e cultura. Estas perguntas também serão distribuídas em cartas para o público instigando momentos de conexão. O volume estará disponível para consulta em mesas expográficas posicionadas na entrada do evento, podendo também ser adquirido pelo público interessado.
sobre
A VERSA é uma organização híbrida brasileira de arquitetos, curadores e designers, guiada por uma visão interconectada. Como eixo orientador, explora o conceito de places for creative healing, buscando conexões que expandem a consciência e criatividade a partir de experiências, consultorias, publicações e projetos especiais.
A VERSA surgiu em 2019 como um laboratório experimental no underground criativo de São Paulo. Em 2022, expandiu para projetos de marca em todo o Brasil e, em 2024, para o cenário global. Hoje realiza projetos proprietários anuais em São Paulo e durante a Milan Design Week, além de colaborações ao redor do mundo. Seu ateliê recebe colaboradores e clientes e fica no ponto de encontro entre a Mata Atlântica e o oceano, no litoral norte de São Paulo.
A expressão viva do trabalho da VERSA é sua plataforma 360, que reúne design, música, arte e conhecimento em uma experiência editorial multissensorial que reúne a vanguarda criativa brasileira para reflexão, celebração e transformação. Em 2025, aconteceu no Pavilhão da Bienal de São Paulo, reunindo 118 criativos e 11 marcas patrocinadoras, incluindo alguns dos nomes mais influentes do setor.
A colaboração é um dos princípios fundamentais da organização, que acredita no encontro de criativos como chave para criações autênticas e expansivas, frequentemente propondo projetos que se desdobram a partir dessa premissa. Esse é o caso da proposta para Milão em 2026, momento para o qual a VERSA assina também a curadoria de colaborações expandidas.
CURADORIA DE COLABORAÇÕES EXPANDIDAS VERSA
Gleeson Paulino
Website
Gleeson Paulino é fotógrafo. A partir de uma jornada por diferentes regiões do país, constrói uma visão sensorial do Brasil como território de diversidade, esperança e anseio, com cores intensas e justaposições refinadas. Muito reconhecido no campo da moda, já assinou colaborações com veículos como Vogue, Elle e Marie Claire. Assina os visuais do telão de led da instalação.
Cauana
Website
Cauana é seletora e produtora musical brasileira. Em suas pesquisas como DJ, traduz uma sensibilidade única em sets que conduzem o ouvinte a experiências profundas e instigantes. Com passagens pelo Dekmantel Amsterdam, é um dos principais nomes de vanguarda da música eletrônica brasileira. Transita com fluidez entre diversas influências sonoras, tornando seu trabalho uma verdadeira incógnita rítmica, sempre surpreendendo com seus caminhos e camadas. Assina a trilha sonora da instalação.
LEO LAGUE
Criado entre as paisagens naturais e a indústria carbonífera no sul do Brasil, seu trabalho em design tensiona os limites entre opostos: tempo e espaço, o artesanal e o industrial, o secular e o sagrado, a realidade e a ficção.
Nos últimos anos, Lague conquistou reconhecimento internacional. A Elle Decor Italia o nomeou como um dos quatro talentos emergentes do design global. Ele apresentou Silver Dreams na Casa Masetti, exibiu seu trabalho na Design Miami 2024 por meio da plataforma Alcova, participou do Pilot Project de Ricardo Gaioso no Fuorisalone 2024 e integrou a lista Forbes Under 30 de 2024.
O novo corpo de trabalho do designer, a ser apresentado pela primeira vez na instalação, investiga materiais orgânicos brasileiros, considerando seus processos produtivos, cadeias de origem e comportamento material ao longo do tempo. A pesquisa parte do entendimento do material não apenas como recurso técnico, mas como portador de sistemas culturais, produtivos e estéticos específicos, muitas vezes marginalizados ou desvalorizados pela lógica industrial contemporânea. Ao articular materiais orgânicos com sistemas formais rigorosos, o trabalho investiga a permanência de saberes ancestrais, práticas artesanais e modos de fazer vinculados ao território, reposicionando-os em um contexto contemporâneo orientado para o futuro.
SOBRE AS NOVAS PEÇAS DE LEO
Poltrona | Warmlock

Image: Leo Lague
Construída com uma base geométrica em forma de caixa, feita de alumínio com acabamento fosco. O assento e o encosto contínuos são revestidos por uma textura felpuda de pelos longos, produzida com seda primitiva brasileira em tom bege natural.
A seda é obtida por meio de um processo não industrializado em que os casulos são coletados sem interromper o ciclo de vida do inseto, resultando em fios irregulares e descontínuos. Esse método produz um material que resiste à padronização, variando em densidade, resistência e aparência. No projeto, a seda é aplicada sem tensão rígida, permitindo que suas propriedades físicas — peso, flexibilidade e resposta à gravidade — permaneçam ativas tanto no desenho quanto no conceito.
Stool and Coffee Table | Aeon


Image Credits
Volumes arredondados e contínuos emergem de um núcleo sólido, posteriormente revestidos por camadas de espuma e fibra de vidro e integralmente recobertos por folha de ouro aplicada manualmente.
Entre a densidade e a suspensão, as peças operam em uma ambiguidade constante: parecem leves, mas afirmam seu peso; parecem preciosas, mas recusam o polimento absoluto. Perfeitas em sua imperfeição, elas soam como relíquias forjadas à mão em uma era distante — amuletos silenciosos, suspensos no tempo, habitando o espaço entre o mineral primitivo e o sagrado.
O ouro é aplicado por especialistas em restauração de iconografia religiosa. O desenho reflete sobre a tensão entre valor e materialidade, subvertendo a percepção tradicional do ouro ao alterar sua superfície — desgastando-a, desestabilizando sua perfeição e transformando-a em algo mais bruto e menos familiar.
Chaise | Vestígio

Image: Leo Lague
Definida por extrusões que se organizam em um ritmo contínuo e silencioso, a peça articula uma geometria que parece a materialização de um eco ancestral.
Em vez de superfícies estéreis, ela nasce do acúmulo: camadas sucessivas de massa e veladuras escuras repousam sobre a matéria como poeira sobre um mito. O acabamento não é um véu final, mas a própria memória do gesto — um registro táctil de tempo e repetição. A superfície escurecida, rica em espessuras e variações orgânicas, transforma o cálculo exato da forma em uma aparição. A peça se posiciona como um vestígio adormecido, onde a estrutura lógica e a melancolia de uma fábula antiga se encontram.
Luminária | Exoscheletum

Image: Leo Lague
Uma luminária de piso vertical com cúpula alongada e elíptica, construída a partir de uma estrutura de aço em grelha, envolvida por uma tapeçaria translúcida de látex em tom amarelo-pálido.
O látex utilizado deriva da seringueira (Hevea brasiliensis) e é extraído manualmente por comunidades da Amazônia através de práticas que preservam tanto a árvore quanto o ecossistema ao redor. A abordagem de Leo se relaciona com esse material a partir da colaboração com comunidades locais, deslocando a narrativa da extração para a reciprocidade. A combinação entre o látex orgânico e a precisão geométrica das estruturas metálicas cria um diálogo entre passado e presente, natureza e intervenção.
Parceiros
DCW éditions
Website
A iluminação da instalação será assinada pela marca francesa DCW Éditions, que se apresenta como produtora de objetos discretos porém essenciais que tocam nosso dia-a-dia e que, portanto, devem ser impecáveis. Em uma disposição simétrica em harmonia com o espaço, 20 luminárias de piso Vision 20.20 farão a ambientação.
“Escolhemos esse modelo pois tem um design muito elegante e discreto, que permite dimerização e focos sutis de luz, totalmente em consonância para o tom que queríamos dar ao projeto” relata Gabriel Brugnara, diretor criativo.
Vyrao
Website
A assinatura olfativa fica por conta da Vyrao, casa britânica que une perfumaria e neurociência. Suas fragrâncias combinam perfumaria, ingredientes naturais e neurociência para influenciar emoções e wellness Fundada por Yasmin Sewell, a marca aposta na alegria como luxo e em rituais multissensoriais (afirmações, design, aroma) para amplificar estados emocionais.
A fragrância escolhida para compor o espaço é Magnetic 70. Amadeirada e despertadora, reúne notas de vetiver para aterramento, cedro para positividade, olíbano para iluminação e semente de angélica para proteção. Feita com ingredientes majoritariamente naturais, é cruelty-free e seus frascos de 50 ml contêm um cristal diamante Herkimer energizado por Louise Mita.
RELEASE PARA IMPRENSA
VERSA + LEO LAGUE
DEVICES FOR CONNECTION
Milano Design Week 2026
Introdução
Sobre o espaço
Sobre os autores
Versa
Leo Lague
Parceiros
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Devices for Connection
Devices for Connection é o conceito explorado pelo designer Leo Lague e pela Versa, plataforma criativa, em colaboração para a Milan Design Week 2026. O projeto acontecerá entre os dias 20 e 26 de abril dentro do circuito de Alcova, na Chiesa di San Martino, aberta pela primeira vez ao grande público para a instalação. Partindo de um diálogo contínuo entre matéria e espiritualidade, luz, som e forma operam em conjunto, deslocando a maneira como o espaço é experimentado.
“Ao conversarmos sobre os espaços para esse ano, nos deparamos com a Igreja de San Martino, que se conecta diretamente com nossa pesquisa contínua sobre expansão de consciência e modos de espiritualidade contemporânea, e também com o trabalho do Leo.” conta Gabriel Brugnara, diretor criativo e fundador da VERSA.
“A instalação na igreja é resultado de uma colaboração contínua entre o meu trabalho, o da VERSA e o de Alcova. É o terceiro ano consecutivo que pensamos momentos imersivos juntos, e, nesse ano, se materializou no espaço da Igreja de San Martino, até hoje inédita para o grande público.” comenta Leo Lague.
Leo Lague apresenta um novo corpo de obras desenvolvidas ao longo de dois anos de investigação, em colaboração com pesquisadores, comunidades e artesãos brasileiros. Materiais como seda primitiva, látex natural, folha de ouro e alumínio são deslocados de seus usos habituais, atuando como superfícies sensíveis — respondendo à luz, à temperatura e à proximidade. No conjunto, emerge uma espécie de cosmologia material, onde cada elemento parece operar dentro de um sistema maior, aludindo ao cosmos.
A instalação em Milão marca o início de um novo ciclo de projetos da VERSA, estruturado em torno da criação de espaços de presença, conexão e expansão da consciência. Ao longo de 2026, essa investigação se desdobra em um calendário de ativações que consolida uma prática voltada à cura criativa. Neste contexto, a VERSA apresenta pela primeira vez no cenário internacional o selo VERSA Vision, uma plataforma de colaborações autorais que une diferentes linguagens e sensibilidades. Pensadas de forma 360, experiências passam a ser dispositivos — físicos, editoriais e sensoriais. Um deles é o Almanac, primeira publicação da VERSA, também lançada no contexto da instalação. Concebido como um objeto colecionável, o projeto reúne criativos da vanguarda global e articula reflexões sobre criatividade e expansão da consciência.

Image: T-space Studio
É nesse intervalo — entre forma e instabilidade, entre matéria e percepção — que emerge uma aproximação com aquilo que se entende como sagrado. Não como representação ou símbolo, mas como experiência direta: um estado de presença que se constrói a partir da relação sensível com o espaço, os materiais e o próprio corpo.
O espaço atua como extensão desse pensamento. A escolha da igreja como locação é deliberada como um lugar de encontro, reflexão e contemplação. O desenho expográfico convoca um redirecionamento da atenção do visitante para dentro do espaço e de si, provocando tanto encontro quanto introspecção. Um plano de LED no centro do espaço emite uma luz pulsante que estabelece ritmo e modulação. Ancorada na lógica do respiro, a tela instaura uma estrutura temporal e convida o corpo a se integrar ao espaço. No conjunto, a trilha sonora contínua estabelece a frequência base que organiza a experiência.
Sobre o Espaço
A igreja é parte do complexo do antigo Hospital Militar de Baggio, patrimônio histórico que reúne edificações de diferentes épocas e tipologias, entrelaçando arquitetura e natureza. Considerado o centro do conjunto, o espaço tem fachada neoclássica com interiores em mármore e madeira, além de afrescos nas paredes. Referência espiritual para todos que frequentavam o complexo, o espaço é um ambiente consagrado e ainda em funcionamento, o que tornou o processo de construção da experiência bastante complexo, envolvendo aprovação e trocas entre todas as partes. Com disponibilidade para visitas apenas mediante autorização, será aberto pela primeira vez para o grande público na edição de 2026.


Image: Piergiorgio Sorgetti
Sobre os autores
VERSA e Leo Lague são parceiros de longa data. Colaboram juntos desde 2024, quando apresentaram a instalação Silver Dreams na Casa Masetti de Paulo Mendes da Rocha, em parceria com a Micasa. Junto da plataforma curatorial Alcova também desenvolveram projeto para a Art Basel Miami 2024, e a instalação Time After Time durante a Semana de Design de Milão de 2025. Além disso, desenvolvem em conjunto a marca do designer, assim como projetos para a Casiere, acervo de design global sob a gestão de Leo, situado no sul do Brasil.
versa
A VERSA assina a visão 360 da instalação, pensando de forma integrada conceito, identidade visual, desenho expográfico, conteúdo editorial e colaborações expandidas. Buscando ampliar a reflexão sobre o momento, também assina materiais autorais que recebem o público e oferecem profundidade, explorando espaços de cura criativa.
Sob essa visão surgiu o Almanac, publicação colecionável lançada durante a experiência que explora criatividade e expansão da consciência. Como centro do volume, 21 Perguntas foram enviadas para um grupo curado de criativos da vanguarda global que apresentam no editorial suas perspectivas sobre consciência, criatividade e cultura. Estas perguntas também serão distribuídas em cartas para o público instigando momentos de conexão. O volume estará disponível para consulta em mesas expográficas posicionadas na entrada do evento, podendo também ser adquirido pelo público interessado.
sobre
A VERSA é uma organização híbrida brasileira de arquitetos, curadores e designers, guiada por uma visão interconectada. Como eixo orientador, explora o conceito de places for creative healing, buscando conexões que expandem a consciência e criatividade a partir de experiências, consultorias, publicações e projetos especiais.
A VERSA surgiu em 2019 como um laboratório experimental no underground criativo de São Paulo. Em 2022, expandiu para projetos de marca em todo o Brasil e, em 2024, para o cenário global. Hoje realiza projetos proprietários anuais em São Paulo e durante a Milan Design Week, além de colaborações ao redor do mundo. Seu ateliê recebe colaboradores e clientes e fica no ponto de encontro entre a Mata Atlântica e o oceano, no litoral norte de São Paulo.
A expressão viva do trabalho da VERSA é sua plataforma 360, que reúne design, música, arte e conhecimento em uma experiência editorial multissensorial que reúne a vanguarda criativa brasileira para reflexão, celebração e transformação. Em 2025, aconteceu no Pavilhão da Bienal de São Paulo, reunindo 118 criativos e 11 marcas patrocinadoras, incluindo alguns dos nomes mais influentes do setor.
A colaboração é um dos princípios fundamentais da organização, que acredita no encontro de criativos como chave para criações autênticas e expansivas, frequentemente propondo projetos que se desdobram a partir dessa premissa. Esse é o caso da proposta para Milão em 2026, momento para o qual a VERSA assina também a curadoria de colaborações expandidas.
CURADORIA DE COLABORAÇÕES EXPANDIDAS VERSA
Gleeson Paulino
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Gleeson Paulino é fotógrafo. A partir de uma jornada por diferentes regiões do país, constrói uma visão sensorial do Brasil como território de diversidade, esperança e anseio, com cores intensas e justaposições refinadas. Muito reconhecido no campo da moda, já assinou colaborações com veículos como Vogue, Elle e Marie Claire. Assina os visuais do telão de led da instalação.
Cauana
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Cauana é seletora e produtora musical brasileira. Em suas pesquisas como DJ, traduz uma sensibilidade única em sets que conduzem o ouvinte a experiências profundas e instigantes. Com passagens pelo Dekmantel Amsterdam, é um dos principais nomes de vanguarda da música eletrônica brasileira. Transita com fluidez entre diversas influências sonoras, tornando seu trabalho uma verdadeira incógnita rítmica, sempre surpreendendo com seus caminhos e camadas. Assina a trilha sonora da instalação.
LEO LAGUE
Criado entre as paisagens naturais e a indústria carbonífera no sul do Brasil, seu trabalho em design tensiona os limites entre opostos: tempo e espaço, o artesanal e o industrial, o secular e o sagrado, a realidade e a ficção.
Nos últimos anos, Lague conquistou reconhecimento internacional. A Elle Decor Italia o nomeou como um dos quatro talentos emergentes do design global. Ele apresentou Silver Dreams na Casa Masetti, exibiu seu trabalho na Design Miami 2024 por meio da plataforma Alcova, participou do Pilot Project de Ricardo Gaioso no Fuorisalone 2024 e integrou a lista Forbes Under 30 de 2024.
O novo corpo de trabalho do designer, a ser apresentado pela primeira vez na instalação, investiga materiais orgânicos brasileiros, considerando seus processos produtivos, cadeias de origem e comportamento material ao longo do tempo. A pesquisa parte do entendimento do material não apenas como recurso técnico, mas como portador de sistemas culturais, produtivos e estéticos específicos, muitas vezes marginalizados ou desvalorizados pela lógica industrial contemporânea. Ao articular materiais orgânicos com sistemas formais rigorosos, o trabalho investiga a permanência de saberes ancestrais, práticas artesanais e modos de fazer vinculados ao território, reposicionando-os em um contexto contemporâneo orientado para o futuro.
SOBRE AS NOVAS PEÇAS DE LEO
Poltrona | Warmlock

Image: Leo Lague
Construída com uma base geométrica em forma de caixa, feita de alumínio com acabamento fosco. O assento e o encosto contínuos são revestidos por uma textura felpuda de pelos longos, produzida com seda primitiva brasileira em tom bege natural.
A seda é obtida por meio de um processo não industrializado em que os casulos são coletados sem interromper o ciclo de vida do inseto, resultando em fios irregulares e descontínuos. Esse método produz um material que resiste à padronização, variando em densidade, resistência e aparência. No projeto, a seda é aplicada sem tensão rígida, permitindo que suas propriedades físicas — peso, flexibilidade e resposta à gravidade — permaneçam ativas tanto no desenho quanto no conceito.
Stool and Coffee Table | Aeon


Image Credits
Volumes arredondados e contínuos emergem de um núcleo sólido, posteriormente revestidos por camadas de espuma e fibra de vidro e integralmente recobertos por folha de ouro aplicada manualmente.
Entre a densidade e a suspensão, as peças operam em uma ambiguidade constante: parecem leves, mas afirmam seu peso; parecem preciosas, mas recusam o polimento absoluto. Perfeitas em sua imperfeição, elas soam como relíquias forjadas à mão em uma era distante — amuletos silenciosos, suspensos no tempo, habitando o espaço entre o mineral primitivo e o sagrado.
O ouro é aplicado por especialistas em restauração de iconografia religiosa. O desenho reflete sobre a tensão entre valor e materialidade, subvertendo a percepção tradicional do ouro ao alterar sua superfície — desgastando-a, desestabilizando sua perfeição e transformando-a em algo mais bruto e menos familiar.
Chaise | Vestígio

Image: Leo Lague
Definida por extrusões que se organizam em um ritmo contínuo e silencioso, a peça articula uma geometria que parece a materialização de um eco ancestral.
Em vez de superfícies estéreis, ela nasce do acúmulo: camadas sucessivas de massa e veladuras escuras repousam sobre a matéria como poeira sobre um mito. O acabamento não é um véu final, mas a própria memória do gesto — um registro táctil de tempo e repetição. A superfície escurecida, rica em espessuras e variações orgânicas, transforma o cálculo exato da forma em uma aparição. A peça se posiciona como um vestígio adormecido, onde a estrutura lógica e a melancolia de uma fábula antiga se encontram.
Luminária | Exoscheletum

Image: Leo Lague
Uma luminária de piso vertical com cúpula alongada e elíptica, construída a partir de uma estrutura de aço em grelha, envolvida por uma tapeçaria translúcida de látex em tom amarelo-pálido.
O látex utilizado deriva da seringueira (Hevea brasiliensis) e é extraído manualmente por comunidades da Amazônia através de práticas que preservam tanto a árvore quanto o ecossistema ao redor. A abordagem de Leo se relaciona com esse material a partir da colaboração com comunidades locais, deslocando a narrativa da extração para a reciprocidade. A combinação entre o látex orgânico e a precisão geométrica das estruturas metálicas cria um diálogo entre passado e presente, natureza e intervenção.
Parceiros
DCW éditions
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A iluminação da instalação será assinada pela marca francesa DCW Éditions, que se apresenta como produtora de objetos discretos porém essenciais que tocam nosso dia-a-dia e que, portanto, devem ser impecáveis. Em uma disposição simétrica em harmonia com o espaço, 20 luminárias de piso Vision 20.20 farão a ambientação.
“Escolhemos esse modelo pois tem um design muito elegante e discreto, que permite dimerização e focos sutis de luz, totalmente em consonância para o tom que queríamos dar ao projeto” relata Gabriel Brugnara, diretor criativo.
Vyrao
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A assinatura olfativa fica por conta da Vyrao, casa britânica que une perfumaria e neurociência. Suas fragrâncias combinam perfumaria, ingredientes naturais e neurociência para influenciar emoções e wellness Fundada por Yasmin Sewell, a marca aposta na alegria como luxo e em rituais multissensoriais (afirmações, design, aroma) para amplificar estados emocionais.
A fragrância escolhida para compor o espaço é Magnetic 70. Amadeirada e despertadora, reúne notas de vetiver para aterramento, cedro para positividade, olíbano para iluminação e semente de angélica para proteção. Feita com ingredientes majoritariamente naturais, é cruelty-free e seus frascos de 50 ml contêm um cristal diamante Herkimer energizado por Louise Mita.